Instituto
Histórico e Geográfico de Minas Gerais
O
Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais surgiu
em Belo Horizonte em 1907, a exemplo do Instituto Histórico e
Geográfico Brasileiro, fundado no Rio de Janeiro em 1838. Os
próceres responsáveis pela independência do Brasil
logo sentiram a necessidade de uma instituição específica,
que cuidasse do registro dos fatos históricos e que fosse repositório
dos mapas e das descobertas geográficas do vasto território.
No final do Império e nos anos iniciais da Republica, inúmeros
Estados criaram seus Institutos Históricos e Geográficos.
Minas Gerais tardou.
Em 1896 Nelson Coelho de Senna iniciou sua pregação para
criar o Instituto Histórico e Geográfico, em Minas Gerais.
Em 1897 era Antônio Augusto de Lima quem dirigia novo apelo a
comunidade de intelectuais mineiros.
No entanto, foi no “Clube Floriano Peixoto”, presidido pelo
Coronel Júlio César Pinto Coelho que corporificou-se a
idéia da fundação do Instituto Histórico
e Geográfico de Minas Gerais. Francisco Mendes Pimentel era sua
correligionário.
No “Clube Floriano Peixoto” associavam-se políticos,
médicos, empresários e juristas como o Senador José
Pedro Drumond, o Dr. Prado Lopes, o Senador Bernadino de Lima, o Dr.
Cícero Ferreira, o Dr. Olinto Meireles, o Dr. Rodolfo Jacob,
o Dr. Vaz de Lima, o Major João Líbano Soares, e muitas
outras personalidades significativas do Estado.
Na fundação do Instituto Histórico e Geográfico
de Minas Gerais envolveram-se homens ilustres da política e das
letras, a “valorosa falange do Clube Floriano Peixoto”,
Julio César Pinto Coelho, Augusto de Lima, Diogo de Vasconcelos,
Carlos Otoni, Nelson Coelho de Senna e, destaque-se, João Pinheiro
da Silva,” nos dizeres do prof. Jorge Lasmar.
O clube programou reunião para 16 de junho de 1907, quando discursou
o Dr. Augusto de Lima, “fazendo entrega da organização
do Instituto a seus sócios fundadores.” Estiveram envolvidos
na fundação integrando uma comissão os doutores
Augusto de Lima, Prado Lopes, João Luiz Alves, Francisco Alves
Júnior, Cel. Francisco Bressane, Olinto Meireles, Estevam Pinto,
Pedro Sigaud, Major João Líbano Soares, Rodolfo Jacob
e o Coronel Júlio César Pinto Coelho.
O presidente do Estado de Minas Gerais, João Pinheiro da Silva
foi escolhido por aclamação para presidir as sessões.
A ata de fundação data de 18 de julho de 1907.
A instalação solene ocorreu em 15 de agosto de 1907, no
salão da Câmara dos Deputados, situada na Av. Afonso Pena
esquina de Rua da Bahia, presidida por João Pinheiro da Silva.
O Dr. Diogo de Vasconcelos proferiu o discurso oficial.
Em 1967, o Instituto deixou de ser peregrino de casa em casa. Recebeu
a escritura de doação em comodato de área construída
de 500 metros quadrados, localizado na sobreloja do Edifício
Juscelino Kubitschek, sito a Rua Guajajaras 1268, por visão e
doação do grande homem publico brasileiro, o então
governador Israel Pinheiro da Silva. Receberam a doação
salvadora o Dr. Copérnico Pinto Coelho, filho do Coronel Júlio
César Pinto Coelho e o Dr. Demerval José Pimenta.
O Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais confere
a Medalha João Pinheiro, comemorativa do centenário de
seu nascimento a todos aqueles que se tornam seus sócios efetivos.
Na atua gestão do Dr. Marco Aurélio Baggio criou-se a
Medalha condecorativa Israel Pinheiro da Silva para galardoar personalidades
amigas do Sodalício.
O Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais faz
parte do Conselho das Medalhas da Inconfidência e de Santos Dumont.
Participa de várias comissões instituídas pelo
Governo do Estado de Minas Gerais, para a comemoração
da datas cívicas e para realização de debates sobre
questões administrativas, sempre com êxito, desde sua fundação.
O Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais é
uma academia que reúne homens e mulheres doutos, interessados
em preservar e cultivar a memória mineira, no que tange as humanidades,
a geografia, a história e as tradições culturais
e cívicas de nosso povo.
Ao longo de um século de pujante vida passaram cerca de 337 professores,
engenheiros, militares, literatos, médicos, advogados, políticos
e empresários, constituindo uma constelação composta
dos mais expressivos expoentes da cultura mineira.
O Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais é
uma entidade cultural particular, sem fins lucrativos. Conta com uma
biblioteca cujo acervo compõe-se de cerca de 19.000 livros totalmente
catalogados e informatizados. Dispõe ainda, de primorosa mapoteca,
constituída por 723 preciosos mapas históricos e geográficos.
Possui dois auditórios, sendo um para sessões solenes,
com 145 poltronas e outro menor, com 40 lugares. A sala da presidência
acolhe associados e visitantes, lugar onde o presidente emérito,
professor Herbert Sardinha Pinto recebe a todos com fina educação,
galhardia e absoluta competência. Uma sala de secretária
e a copa-cozinha, somam-se a área de convívio para recepções
que acolhem todos amigos do Instituto.
De notável a ressaltar, o fato de que as instalações
do Silogeu recebeu primorosa reforma em janeiro e fevereiro de 2007,
preparando o Sodalício, para as solenidades do Centenário.
Nossa entidade cultural consta de cerca de 100 associados efetivos,
além de Correspondentes, residentes fora do Estado de Minas Gerais;
Eméritos, aqueles que por idade avançada ou estado de
saúde são promovidos a esta categoria; Beneméritos,
aqueles que de maneira significativa tenham ajudado a casa e são
sócios Honorários, cidadãos que, por suas elevadas
qualidades humanísticas e culturais, são assim reconhecidos
de publico por seu excepcional merecimento.
O governador do Estado que comparece ao Instituto é recebido
em sessão solene e investido como presidente de honra de nosso
Colendo cenáculo.
A instituição permanece aberta diariamente de 13:30 às
17:30 horas, à disposição dos sócios e do
público em geral, para, a leitura e pesquisas nos campos da História,
da Geografia e de Ciências e disciplinas afins.
A nossa casa de Cultura publica a Revista do Instituto Histórico
e Geográfico de Minas Gerais, estando em confecção
de número XXXIII.